Os sons e as cores só existem dentro de nós. São vibrações de partículas, dentro de determinado comprimento de onda, que podem ser percebidas pelos nervos auditivo e óptico. Sem eles, veríamos o mundo como realmente é: silencioso e incolor.
[foto: Andrej Osokin]
Fui revisitar o meu passado…
Chegas, sentas-te e cortas as pontas do cabelo com um guardanapo aberto e sujo de pó para a tesoura não penetrares no ócio receoso de paixões e relações menos sóbrias e basculantes debaixo de mesas e em casas de banho públicas com vistas fechadas e tectos falsos porque fechados e falsos são os teus sentimentos que me atordoam e cativam na tua beleza de britânica cavalar com características de ususura e ousadia refulgente e de contraditório ponto de vista natural e imensa flora animal com riscos de lápis nas paredes que foram pintadas de amarelo e cinza por homens castos e mestiços de ohos em riste e vestimentas tal e qual as tuas daquele dia em que te vi sentada de costas com o meu guardanapo sujo e o usaste para apanhares as pontas do teu cabelo encaracolado que de tão sedoso e aloirado me fez ver que tu serias a perdição de qualquer um que não queira mais ninguém, a não ser aquela mulher que se senta e disse: Ama-me!
Pior que ter de ficar em casa a ver chover, sem poder sair, só mesmo ver chover na caixa de email os demasiados e inusitados convites para o Farmville – aquela quinta de perder tempo. Bloqueada, sim, porque não tenho paciência para aquilo. Quanto ao Facebook ainda dá para ir sabendo algumas novidades dos amigos, e isso sim realmente útill, da família que por perto não está. É dos sítios sociais que mais “jeito” me deu desde o surgimento do termo “plataforma social”, exactamente por ter descoberto essa família há muito estava dispersa por aí.
Bem, da aplicação só conheço o que me dizem – criar galinhas, plantar milho, e pedir ovos d’ouro. Não me parece um bom plano de investimento. Aquilo nunca ganha vida e nem sei se se educa o pessoal quanto aos tempos e alturas devidas para a semeia, o plantio e a devido tratamento a que a comida do supermercado não vem rotulada.
A propósito dessa Farmville, descobri uma iniciativa em tudo idêntica, mas desta feita, real. A Quinta Urbana, comissionada pela Bienal de Arquitectura e Urbanismo de Shenzhen e Hong-Kong com representação à escala do mapa da cidade e da quantidade de alimentos necessária para a sustentar. Visa sensibilizar os habitantes daquelas cidades para a escassez de alimentos e aquisição destes além fronteiras, assim como da sua real proveniência, que não o supermercado.
[vi aqui: dezeen]
E ela ainda persiste com aquilo do protector. O sol já não faz nada ali.

As fotos são de Gavin Bond, e o backstage tem ainda mais pinta que a passerelle!


Epá, e aquilo são mesmo umas asas…assim, vermelhas; quase nem as via!
- Criança evacuada de Port-Au-Prince. [foto: Scott Olson]
- Sobrevivente do terramoto no Haiti a comer batatas fritas recolhidas dum edifício desabado. [foto: Ramon Espinosa]
- Homem ferido a ser assistido, com os poucos meios ainda disponíveis, no Centro Hospitalar de La Renaissance. [foto: Ariana Cubillos]
- Sem dúvida, um rosto marcante dos sobreviventes de Haiti. [foto: Kena Betancur]
É dos DDiarte, e esta é uma recomendação de visita ao trabalho deste grupo madeirense.

A foto está entre as 20 melhores no International Masters Cup na categoria de nus profissional.
É a tal época, e vem sempre no início do ano, uma dor de cabeça. E mais forte que a Aspirina só mesmo o Tylenol, que para além do efeito analgésico dá cá um coice num gajo. É da Johnson & Johnson e esta é uma campanha demonstrativa do seu poder de curar dores de cabeça feita pela Vale Euro RSCG.


[e não, nunca provei disso, fico-me pelo esporádico paracetamol]
Estamos mesmo a entrar numa nova era, se não a glaciar, uma mesmo a roçar o frio dos pólos. Mais 3 anos e neva todos os invernos em Lisboa, e mais uns 10 anos e será nos Açores. E os líderes mundiais continuam com cimeiras que não dão em nada. O que vale é que o mundo vai continuar por cá, nós é que não.
[fotos: Romain Laurent]


![haiti earthquake children face food(1) Criança evacuada de Port-Au-Prince. [foto: Scott Olson]](http://ogolbo.files.wordpress.com/2010/01/haiti-earthquake-children-face-food1.jpg?w=240&h=160)
![haiti earthquake children face food(2) Sobrevivente do terramoto no Haiti a comer batatas fritas recolhidas dum edifício desabado. [foto: Ramon Espinosa]](http://ogolbo.files.wordpress.com/2010/01/haiti-earthquake-children-face-food21.jpg?w=223&h=160)
![haiti earthquake children face food(3) Homem ferido a ser assistido, com os poucos meios ainda disponíveis, no Centro Hospitalar de La Renaissance. [foto: Ariana Cubillos]](http://ogolbo.files.wordpress.com/2010/01/haiti-earthquake-children-face-food3.jpg?w=240&h=156)
![haiti earthquake children face food(4) Sem dúvida, um rosto marcante dos sobreviventes de Haiti. [foto: Kena Betancur]](http://ogolbo.files.wordpress.com/2010/01/haiti-earthquake-children-face-food4.jpg?w=240&h=158)


